17 de dezembro de 2016

Farol de Brasilia na Kansas 150


Olá meus amigos!

Lembram que eu coloquei o globo óptico de CG 82 na Kansas 150?


Digamos que não atendeu as espectativas, apesar de ter sido barato.

Usando a lâmpada H4 o foco não ficou bom, o globo foi desenvolvido para outro tipo de lâmpada, só que se você tentar, a H4 encaixa perfeitamente.

A Lâmpada para este globo é esta aqui:

Que por sinal, é de 25W e 6 volts.


É amiguinho, míseros 6 volts.

Talvez a lâmpada da Suzuki Intruder "farolzão" apresente um bom foco, e existe também a versão 12 Volts para a CG83 que talvez possa ser utilizada neste farol, embora eu não bote muita fé naquela lâmpada.

Olhando lado a lado, dá para ter uma noção do motivo de não ter foco, são completamente diferentes.


CG 82
H4


Enquanto a lâmpada da CG 82 tem os filamentos praticamente um ao lado do outro na horizontal, a H4 tem o filamento do farol baixo na ponta, com um refletor para direcionar a luz, e o filamento do farol alto está mais próximo da base, emitindo luz para todos os lados, ambos na vertical.
O resultado é que o farol baixo tem muita luz somente no centro e quando acionamos o farol alto, cria uma “coroa” de luz, com um vazio no centro, tornando o farol alto muito bom pra iluminar o chão, as placas, a calçada, a lua e as estrelas, mas pra frente que é bom, nada.

Como já havia limado o aro do farol, passei na autopeças aqui do bairro e comprei um farol de Brasília.

Só pra ter uma noção da diferença de foco:




Isto é de aproximadamente dois metros da parede. 

Neste vídeo eu mostro como é simples a adaptação e como fiz para que não ficasse aquele monte de lente para fora do aro.

Não adianta pegar a pipoca, o vídeo é curto.



Eu também reforcei o corpo do farol com durepoxy, não sei se é obrigatório, mas achei melhor pecar pelo excesso.

Outro dia eu mostro o globo da Intruder 125 2008.


Abraço

13 de dezembro de 2016

GV250 x GV300

Olá meus amigos!

Há quanto tempo, hein?

Voltei das trevas para falar de um assunto que apareceu em um grupo sobre a Mirage no Whatsapp e que me despertou interesse em maiores informações. A GV300, modelo que provavelmente substitua a GV250 (estou considerando que todos sabem que a Mirage 250 é a GV250).

Não escondo de ninguém que optei pela Mirage 250 principalmente pelo motor, mas que não estou tão inclinado ao estilo clássico dela. 

Sou fã das fora do padrão, da M800 da Suzuki, da Honda CTX, da Kawasaki Vulcan 650, da linha Sportster e V-ROD da Harley Davidson e das recentes Streets.

Pois bem, o que a Hyosung fez com a nossa amiga GV250?

Deixou-a mais parecida com o motor que carrega (ou que a carrega). Também deixou ela bem parecida com a Sportster Iron, e parece ter olhado para customizações que a galera faz (ou muitas delas são baseadas na Harley Davidson :P ).

O motor da GV250 está longe do tradicional "motor custom", ou seja, cheio de torque em rotações baixas. Nosso amigo com ancestral comum com a Inruder e Yes 125, tem a potência e o torque máximos aos 8500 RPM, algo que afasta muitos dos pilotos mais tradicionais.

Eu, pelo contrário, gosto muito das esticadas aos 9 mil e lá vai pedrada, trocas rápidas de marcha como se fosse de fato uma esportiva (algo que fica mais legal ainda com a relação alongada) e deixar muita gente doida da vida no retrovisor.

Tudo o que mostrarei aqui são informações vindas de outros sites e blogs, não tem como fonte oficial a Hyosung. Este post será mais um comparativo estético que funcional. Embora também vá comentar diferenças técnicas entre elas.

Primeiro uma visão lateral delas:


GV250



GV300




Agora, vamos partes.                                 


Rodas


A primeira coisa que me chamou a atenção foram as rodas maiores, uma modificação que já vi em algumas GV250 por aí, inclusive naquela do “Lata Velha”.


Roda Traseira GV250 - Mirage 250 EFI
Roda Traseira
15 Polegadas
Roda Traseira 
16 Polegadas
GV250GV300
Roda Dianteira
16 Polegadas
Roda Dianteira
19 Polegadas

Eu mesmo já considerei uma mudança como esta, já que vivemos num “país tropical, abençoado por Deus e fodido por natureza” (e que tristeza). Apesar do pneu gordo, as vezes se tem a sensação de que uma roda maior ajudaria a passar pelos buracos eternos de nossas ruas, subir em calçadas, etc (não que eu faça isso).

Mas não se pode simplesmente sair mudando as coisas na moto no “achismo” e ver no que dá, trocar a roda envolve mexer em suspensão, para lamas, velocímetro, freio, etc. Não ando com paciência para essas coisas, então deixa a roda original, além do mais, o pneu está novinho e não tenho a menor intenção de perdê-lo. Trocar por um aro 18 não trás diferença, já que o pneu “gordinho” compensa as duas polegadas.

Em seguida, o desenho completamente diferente do modelo anterior e até mesmo fora das tendências Ching Ling (ok, ela é coreana, mas vai dizer que a maior parte das pessoas sabem a diferença).

Apesar de ser uma roda aberta com raios longos, é uma das que menos lembra as rodas da Harley Davidson entre diversas motoquinhas desse segmento.

Apesar de achar lindas as rodas de motos como a Sportster 883, considerei bacana sair da "tendência", afinal, já tem coisa demais lembrando o modelo da Harley Davidson.


Harley Davidson
Sportster Iron
Hyosung
GV300


Harley Davidson
Sportster XL883
Daelin
Daystar 250 i

Harley Davidson
Sposrtster Roadster
ZongShen
ZS125-50
ZongShen
ZS125-30

ZongShen
ZS 150-58
Keeway
Blackster 250 i


Os pneus continuam quase com as mesmas medidas de largura e perfil, mudando apenas o aro e diminuindo um pouco do perfil do dianteiro.

Aqui, a GV250 vinha com pneu 140/90 – 15, mas a especificação gringa dele era 150/80 – 15, já o dianteiro que na GV250 é 110/90 – 16, agora é 110/80 - 19.
Ironicamente, recentemente fiz uma montagem daquelas bem porcas, só por brincadeira desta moto off road, pronta para a avenida Brasil, Marginal do rio Tietê, Avenida do estado, etc. Com rodas da Teneré 600 ano 83 e sanfona na suspensão.
Freios

Junto com as rodas, os freios também mudaram. Na traseira, passou de tambor para freio a disco de 270mm, pinça dupla e ABS.

Este é o ponto que julgo mais interessante numa moto com freio a disco, pois, apenas substituir o velho tambor (que no caso da GV250, é praticamente o freio da LS650 da Suzuki) por um simples freio a disco não soa como uma grande vantagem, uma vez que o acionamento do modelo antigo é via cabo, bastante robusto e com ajuste de altura no pedal e tensão do próprio freio. Bem ajustado, este sistema permite frenagem progressiva. Mas quando entra ABS na história, aí sim vejo uma vantagem considerável.

O freio dianteiro da GV250 contava com pinça dupla e disco de 275mm, a GV300 conta com pinça dupla e disco de 300mm.

Na GV250, o freio não é algo que deixa a desejar, como na Intruder/GN125 da Suzuki/HaoJue (que eu mudei para o freio da Yes 25/EN125 e você pode ver a mudança aqui), acredito que esta mudança no diâmetro do disco dianteiro acompanhe a roda.

O legal é que agora ficou mais fácil adaptar freio a disco na GV250 para quem quiser, visto que teoricamente as peças da GV300 devem encaixar. Difícil será ter acesso a essas peças.

GV250
GV300


Motor


Esteticamente, não vejo muitas mudanças no motor além da cor (mas também não tenho fotos muito detalhadas), apenas passou de 250 para 275cc, ganhou um pouco de torque, mas parece que perdeu potência.

Em diversas fichas técnicas, encontra-se entre 29 e 30 HP, na ficha da Kasinski mesmo falava-se em duas potências, sendo a máxima, entre 29 e 30 e outra nominal, de 26. Resta saber qual a metodologia usada nessa medida apresentada para a GV300.

A GV250 versão EFI, possui 2,20kgf.m de torque, a GV300 tem 2,39kgf.m (convertidos pelo WebCalc).

Uma coisa que sempre desejei neste motor foi sexta marcha, algo que infelizmente não veio com esta revisão.

Sendo o motor da GV250 dois cilindros 125, uma mudança que ouvi falar muito bem para ele, é justamente aumentar para 300cc, aumentando o diâmetro do pistão para algo próximo de 62mm, porém, não tenho como dizer se o ganho seria equivalente a este, se envolveria mexer em escape e sequer se o motor iria durar após este serviço, talvez a Hyosung tenha encontrado o meio termo, já que na verdade, o novo motor é 275cc e a taxa de compressão caiu de 11.0:1 para 10.3:1.

Já vasculhei em diversos lugares e até agora não encontrei dados de diâmetro e curso de pistão desta versão.


Bancos

A primeira vista, nem mesmo parece que os bancos mudaram, mas colocando lado a lado, nota-se a diferença.


GV250
GV300

Este banco me lembra do traumático banco da Kansas 150 (Zongshen ZS125-30).



Espero que a qualidade dele não seja parecida com a da ZS125-30 também.


Tampa lateral


Outro item que me lembrou a Kansas, algo que considero muito mais bonito na GV250, aliás, uma das partes mais feias da Kansas são essas tampas. Talvez a ideia seja acompanhar o novo tanque “chapado” nas laterais, mas definitivamente, não gostei dessas tampas.


GV250
GV300
ZS125-30

Para lamas

Embora não seja um grande fã do estilo clássico da GV250, confesso que esses para lamas são eficientes, dão trabalho na hora de tirar a roda, mas cumprem muito bem o seu papel, algo que eu não acredito que o dianteiro novo fará. Prevejo muita sujeira neste motor.

Por outro lado, ficaram muito bonitos, combinaram com o restante da moto e também remetem a customizações, embora inegavelmente, dão aquele ar de "queria ser uma Iron".


GV250
GV300

Apesar de estar na cara que estes para lamas foram "inspirados" nos da Sportster Iron, são também customizações que já vi por aí.

O acabamento do para lamas traseiro também mudou, não vi como fazer a fixação de Sissy bar nele como no era modelo anterior, algo que causou muita dor de cabeça por aqui (e acredito que não só por aqui), já que tiveram a brilhante ideia de encaixar um bagageiro no acessório, causando a quebra do acabamento.

GV250
GV300

Agora será obrigatório fazer a fixação do bagageiro como no acessório original da própria Hyosung, algo que alguns fabricantes brasileiros aderiram, outros não.

Como este post já está ficando gigante, farei um parte falando deste problema e colocarei o link aqui.



Piscas

Tem exatamente o mesmo corpo dos piscas da GV250, mas agora são fixados de forma diferente, continuando fora de padrão. A fixação do pisca dianteiro não me pareceu das mais bonitas, mas me parece fácil de mudar de posição, embora eu considere esta a melhor de todas.

GV250
GV300

Saiu de baixo para cima do farol, uma mudança que facilita a instalação de faróis auxiliares, que cá pra nós, não é muito a cara deste modelo.

Farol


Parece que ficou menor e agora é preto, algo que junto com o painel, me pareceu interessante para dias de sol. Espero que ilumine tão bem quanto seu antecessor.


GV250
GV300

Espero também que este vão na parte de baixo seja uma nova maneira de soltar a frente para troca de lâmpadas. Na GV250 EFI, é preciso tirar os piscas ou soltar todo o farol para isso.


Lanterna




GV250
GV300
Só eu lembrei do pisca do fusca ao olhar para esta lanterna?

Lembra também aquelas lanternas de baú de caminhão antigo (e que não encontrei para mostrar).
Não achei a coisa mais bonita do mundo, mais pelo desenho do refletor que por qualquer outro motivo (se é para colocar LED, encha a lanterna com eles), mas certamente é bem melhor que muitas lanternas por aí.




Agora ela vem com LED, ao contrário da versão anterior, que o pessoal costuma trocar a comum pela LED. Isso já garante alguma carga a menos em cima do retificador. 

Por falar nele...


RETIFICADOR

Olha só uma mudança que fiquei em dúvida se havia acontecido no início do post, acabei confirmando em um vídeo do canal MotorCycleTube.


 photo retificador GV250.jpg photo retificador GV300.jpg
GV250
GV300

No modelo antigo, o retificador ficava dentro da tampa lateral esquerda, ao lado da bateria e sobre a corrente.

Com pouca ventilação, ganhando óleo da corrente e as vezes até umas correntadas, uma mudança bastante comum é mudar a posição desta peça.


Já havia pensado neste local, mas achei perto demais do motor.


Mesa e painel


A mesa é diferente e me pareceu levar a suspensão um pouco para frente, provavelmente para comportar a nova roda.
GV250
GV300

O painel eu não vi funcionando, mas não tenho a menor esperança de encontrar um conta giros neste LCD.

Uma das coisas que sempre gostei em diversas motos é a presença de conta giros. Ninguém morre pela falta dele, mas considero um item interessante. 

Claro, esta é uma das customizações que a galera faz, arranca quase todo o painel e deixa só o velocímetro no centro, para ficar “mais custom”.

Já vi até quem tenha tirado o velocímetro da Mirage e substituído pelo da Kansas 150, que é tão mentiroso que este ano estava pedindo voto para as outras peças da moto.
Um dos painéis que mais gostei nesse segmento, foi da Kawasaki Vulcan 650, um belo painel, central como o pessoal adora, mas completo, com o velocímetro digital e conta giros analógico. A Hyosung bem que poderia ter se inspirado nele.
A posição da chave agora é igual das Harleys, em vez de ser no painel, fica ao lado da caixa de direção. Particularmente, não vejo tanta graça nisso, a não ser por teoricamente estar menos exposto a chuva.


Suspensão.


Não falarei da traseira, pois aparentemente é a mesma de antes.

A suspensão dianteira também parece não ter mudado muito além da estética, fucei por tudo quanto é canto, mas não encontrei informações de curso dela. Por outro lado, é notável que a parte de baixo da suspensão mudou, os pontos de fixação do para lamas que antes eram quase no meio da peça, agora estão no topo.

GV250
GV300
Sportster
Iron

A fixação da roda continua igual e agora tem as sanfoninhas, junto com a nova posição dos piscas, paralamas curto e o farol menor, ficou muito parecida com Sportster Iron. Não sou lá um grande fã disso, fica parecendo aquela menina que se mata para alisar o cabelo enquanto seus cachos são lindos.

Mas, eu gostei dela assim mesmo.

Aquele acabamento que dá a sensação de que a suspensão é capaz de suportar um prédio foi para o vinagre.

Filtro de ar


Uma coisa que sempre achei esquisita em algumas motos, são esses filtros meio espalhafatosos, nas clássicas, acabaram tão icônicos que renderam cópias por aí.

Ficou mais esquisitão ainda, mas talvez agora esteja mais “disposto” a receber o ar frontal, algo que já vi gente tentando fazer na GV250, mas que teve problema em dias de chuva.

Para quem não sabe, a frente desta peça na GV250 é tampada, você tem a sensação de que ela obterá um grande volume de ar frontal, mas não é bem assim que acontece.

GV250
GV300


Também esconde um o radiador quando para quem olha de lado.


Escapamento e outras coisas que não mudaram.

O mesmo escape, a única diferença nas fotos está no fato de que usei uma imagem da primeira versão EFI da GV250 para a comparação, quando tinha apenas uma sonda.


GV250
GV300

Um item que acho que não combinou nem um pouco com esta nova cara, a moto é cheia de peças pretas, mas o escape contrasta com visual da moto. Além do mais, agora que tem duas sondas, bem que poderia voltar o escape duplo igual das carburadas.




Pedaleiras, punhos, manicotos e até mesmo o Guidon parecem ser os mesmos, espero que tenham mudado o espelho, o da GV250 (pelo menos o que foi vendido no Brasil) é terrível.


Tanque


Outra grande diferença estética foi o tanque, que aparenta estar mais estreito (mas não sei se de fato está).


GV250
GV300

Uma das coisas que não gostei na GV250 na primeira vez que subi nela, foi o tanque muito largo (já que o vão por baixo dele é enorme também). Uma mudança que gostaria de fazer no tanque da GV250 seria torná-lo mais estreito e alto, acredito que isto traria maior conforto. 

Ambos tem 14 litros de capacidade, algo que julgo dar uma boa autonomia para viagens, já que o consumo desta moto é bem tranquilo.

Este tanque lembra um pouco o da Sportster pela lateral achatada, mas também lembra o da Vulcan 650 por cima por conta do ressalto na linha da tampa do combustível.


Vulcan 650
GV300

Por hoje é só pessoal (só o caramba, demorei uma eternidade para escrever).

Abraço!